Arquivo de March, 2008

Acabei de ver isso no site da BBC. Um Royal Marine está sendo considerado à maior honra do serviço militar britânico por ter salvo a vida de seus companheiros. O Lance Corporal Matt Croucher se atirou em uma granada e sobreviveu. Taí algo que eu não sei se teria coragem de fazer.

A Royal Marine who threw himself onto an exploding grenade to save the lives of his patrol has been put forward for the UK’s highest military honour.

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Hoje começa a primavera aqui e por enquanto não parece que vai esquentar tão cedo. Não há mais previsões de tempestades para Toronto porém deve nevar pelo menos mais um poquinho em abril, quem sabe em maio já dê para andar na rua de shorts e camiseta…

Sinceramente vale muito a pena dar uma olhada no discurso do Senador Obama feito ontem na Pennsylvania. Lembrando que o discurdo foi escrito pelo próprio Senador e não por seu comitê.

Não sei porque mas torço para que Obama leve essa…

Texto de Fernando Canzian, Folha.

Passaporte para o aborrecimento

Pouco antes da virada do ano, comentei em O Brasil que não vai para frente como o setor público brasileiro emperra, com um misto de incompetência e descaso, a vida dos coitados dos contribuintes que o sustenta.

Hoje, como não poderia deixar de ser, novo aborrecimento. Dessa vez maior do que o outro, quando mais uma vez o setor público atravessou meu caminho.

Fui renovar meu passaporte, Via Crucis a que está submetido um número cada vez maior de brasileiros. Para começo de conversa, fiz o agendamento há meses, pois não havia data disponível anterior a ontem. Esperei. No período, perdi duas oportunidades de viagens a trabalho pela falta do documento.

Ao chegar no local de atendimento ontem, dentro de um shopping, com toda a documentação e meia hora antes do horário, surpresa:

“Estamos sem sistema. Não há previsão de atendimento por enquanto. O sr. pode me dar o papel do agendamento que o chamaremos pelo nome”, disse um funcionário à porta do escritório da Polícia Federal.

“OK”, respondi resignado e me encaminhei bovinamente para o banco ao lado. Trazia um grosso livro comigo, já esperando o chá de cadeira.

Logo depois, uma fila começou a se formar na porta do escritório da PF. Levantei para ver o que estava acontecendo. Agora, um agente da PF dava orientação diferente da passada havia 30 minutos: era preciso entrar na fila para reagendar o atendimento.

“Qual a razão da fila”, perguntei, “se vocês primeiro disseram que chamariam pelo nome e têm inclusive os papéis de agendamento com vocês?”

“É, mas agora você tem de entrar na fila”, responde rispidamente o agente da PF.

Diante da minha cara aborrecida, mas calada, ele completa:

“Cara feia pra mim é fome”.

Como tinha acabado de comer um pão-de-queijo com café, respondi que não era fome, mas indignação o que sentia com a qualidade do atendimento. Disse que gostaria de escrever sobre aquela desorganização, sobre a demora de meses, e me apresentei como jornalista. O agente sequer quis pegar meu cartão de visitas. Resmungou algo como “jornalista é tudo igual, pior que…” algo que não entendi. Pedi para anotar seu nome e função e argumentei que aquilo não era tratamento adequado.

Depois, quando a poeira assentou, o agente ainda me disse, na frente de todo mundo, que eu devia ter ligado antes e me apresentado como jornalista. Pois ele pessoalmente poderia ter resolvido o problema do meu passaporte em questão de dias.

Fiquei pensando no que os outros, interessados em um passaporte, estariam pensando agora. Respondi a ele que não queria privilégio algum, mas um atendimento compatível com a carga de impostos que sustenta o setor público brasileiro.

Uma chateação só. Tem vezes que dá vontade de fugir do Brasil. Mas como é preciso um passaporte para isso, reagendei um novo e certamente infeliz encontro com o setor público para esta semana.

Eu gostaria de ter uma máquina dessas pra mim… E um cachorro desse também. :)

A páscoa está chegando e embora não vou ter ovos de chocolate vou ter Montréal! De acordo com os quebecoix Montréal é uma das melhores cidades do país, e pra ajudar ainda mais um dos meus amigos lá trabalha como guia turístico na cidade… Ben Kin! Qu’es que-ce t’as fait?

E você acha mesmo que a vale a pena a vida no Brasil?

Hoje eu começo meu trabalho final para minha aula de desenho. E escolhi uma cena do filme Raging Bull. Apesar de ainda não ter assistido o filme, acho que vai ser um trabalho interessante. O problema é desenhar. Cadê o Diego quando preciso dele?

Semana passada um aluno da Arábia Saudita começou uma discussão alegando que homens de verdade têm bigode. Eu acho que bigode é coisa para porteiro ou tiozinho do hot dog… Mas como não estou aqui para julgar resolvi testar…